Câncer de mama

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Câncer de mama: do diagnóstico ao tratamento
 

É tempo de conscientização sobre o câncer de mama! Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é um dos mais frequentes em mulheres no Brasil e no mundo, atrás somente do câncer de pele não melanoma. Para 2019, são estimados 59.700 novos casos diagnosticados no país, o que representa 29,5% dos cânceres em mulheres.
Segundo Dr. Henrique Pasqualette, mastologista e diretor do Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher (CEPEM), a detecção precoce é fundamental para o aumento das chances de tratamento e cura. “Exames como a mamografia e a tomossíntese mamária (mamografia em 3D) são os mais indicados para a análise da saúde das mamas e a identificação de possíveis nódulos”, aponta o especialista.
 
Saiba mais sobre a doença:
 
O câncer
 
Ele é um tumor maligno que se desenvolve como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre, então, o crescimento anormal dessas células, tanto do ducto quanto dos glóbulos mamários. “Existem vários tipos e subtipos de câncer de mama. O diagnóstico leva em conta fatores como tipo histológico do tumor, avaliação imunoistoquímica e seu estadio (extensão)”, explica Dr. Henrique.

Na maioria dos casos, esse tipo de câncer pode ser percebido em fases iniciais por meio de sintomas como nódulos (caroço), que são fixos e indolores, alteração da pele da mama, que pode ficar avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja, alteração no bico do peito, pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço e saída de líquido anormal das mamas.
 
Fatores de risco
 
O câncer de mama não tem uma causa única, tampouco uma forma de prevenção. “Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, como idade, fatores endócrinos, história reprodutiva, exposições a fatores comportamentais/ambientais, além de história familiar e herança genética”, ressalta.
A idade avançada é um dos principais fatores que aumentam o risco de se desenvolver câncer de mama, devido às alterações biológicas características do envelhecimento. “Logo, mulheres mais velhas – a partir dos 50 anos – são as mais propensas”, diz o especialista. Outro agravante é a presença de mutações em determinados genes transmitidos na família, especialmente BRCA1 e BRCA2. “Mulheres com histórico de casos de câncer de mama em familiares consanguíneos, principalmente antes dos 35 anos, podem ter predisposição genética e são consideradas de risco elevado para a doença. Pacientes com histórico de câncer de ovário também precisam de atenção redobrada”, salienta Dr. Henrique.

Devido à multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença, não há métodos de prevenção estabelecidos. “De modo geral, o que indicamos é o controle dos fatores de risco. Estudos já associam obesidade (principalmente após a menopausa), sedentarismo e tabagismo ao aumento das chances de câncer de mama”, conta.
 
Detecção precoce
 
O primeiro passo recomendado é a análise recorrente das mamas. Quanto mais a mulher conhece sua estrutura corporal, mais ela se familiariza com o que é normal e o que pode ser suspeito, levando a busca de serviços de saúde para investigação diagnóstica. É indicado o autoexame das mamas sempre que a mulher se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano).

O método mais eficiente de detecção precoce é a mamografia convencional ou a tomossíntese mamária, que consiste em uma tecnologia 3D que permite observar o tecido mamário em cortes transversais a partir de 0,5mm de espessura. “Sua varredura produz uma série de imagens sob diversos ângulos que reconstroem a imagem mamária num formato tridimensional. É capaz de aumentar em 12% a detecção precoce do câncer de mama, em relação à mamografia digital”, informa.

Segundo a recomendação do INCA, atualizada em 2015, a mamografia deve ser realizada em mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Já entidades médicas – entre elas o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) – recomendam que mulheres se submetam ao exame anualmente, a partir dos 40. Em casos específicos, como quando há histórico de casos de câncer de mama na família, o médico pode solicitar o exame em idades mais jovens e intervalos mais frequentes.
 
Tratamento
 
O câncer deve ser removido com cirurgia, que pode retirar parte da mama ou ela toda. “Em alguns casos, essa cirurgia pode ser associada com radioterapia, quimioterapia ou outras terapias”, comenta.
O que vai determinar a escolha do tratamento é o estadiamento do tumor e se já apresenta o diagnóstico com metástase ou não. A saúde geral e a idade da paciente também são pontos importantes. “Ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais, tratar o quadro de uma mulher saudável de 50 anos é diferente de realizar o tratamento em uma mulher com 70 anos e outras doenças relacionadas”, exemplifica o médico.

O acompanhamento clínico, desde o diagnóstico até a escolha do tratamento, vai ser fundamental para esclarecer todas as possíveis dúvidas da paciente.
 
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