Com a Palavra… Dr. Carlos Henrique Máximo, médico radiologista do CEPEM

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Qual o cenário radiológico do câncer de pulmão hoje no país em termos de crescimento da doença ao longo dos anos, faixa etária mais atingida, estilo das lesões, sexo mais atingido?
O câncer de pulmão é a doença maligna mais comum no mundo. No Brasil, é o segundo tipo de câncer com maior incidência em homens e o quarto em mulheres. Inclusive, ao longo dos anos, notamos um crescimento maior na taxa de mortalidade por câncer de pulmão entre as mulheres.
 
Quais são as melhores formas de se prevenir contra a doença? O que as pessoas precisam saber?
A melhor forma é, sem dúvida, evitar o consumo do tabaco, que tem íntima relação com o câncer de pulmão. Também recomendamos bons hábitos de vida, com alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos. Porém, evitar o fumo ainda é o principal!
 
Quais são os principais exames existentes atualmente para detectar o problema? Temos novidades em termos de diagnóstico para a doença? Se sim, quais?
Os principais exames são a radiografia convencional, a tomografia computadorizada, a bronscopia e, recentemente, o PET/CT (tomografia computadorizada por emissão de prótons). São exames importantes para a detecção precoce, o estadiamento e o acompanhamento do câncer de pulmão, principalmente a tomografia computadorizada e o PET/CT.
 
No CEPEM, quais são os exames que podem auxiliar o paciente na detecção/controle da evolução do câncer de pulmão?
No CEPEM, o destaque é a tomografia computadorizada. É um método de grande sensibilidade e especificação. Ele é sensível para detectar lesões, fazer o estadiamento e o acompanhamento ao longo do tratamento.
 
Quando desconfiar que se está com câncer de pulmão? Existem sintomas clássicos ou é uma doença silenciosa, que só se descobre no momento de um exame de rotina?
Os sintomas incluem tosse, geralmente seca e com persistência por mais de três semanas. Nos fumantes com tosse crônica, é preciso ficar atento quando há mudança no padrão da tosse, que pode se tornar mais intensa e ocorrer em horários diferentes dos habituais. Também não sinais a falta de ar, a dispnéia (dificuldade de respirar) ao realizar esforços, a dor torácica contínua ao realizar movimentos respiratórios ou com a mudança de posição, inchaço no pescoço e na face, perda de peso significativa e rouquidão por mais de uma semana. Outro sintoma característico é a hemoptise, que é a presença de sangue no escarro, que costuma ser muito associado à tuberculose, mas também pode indicar o câncer de pulmão.
 
Qual o tratamento, normalmente, mais indicado para a doença?
Dependendo do estadiamento, o tratamento vai ser cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico. Normalmente, é um tratamento de âmbito multidisciplinar, que vai envolver vários médicos, coordenados pelo oncologista. É um tratamento complexo porque, infelizmente, a maioria dos casos de câncer de pulmão é diagnosticado em quadros avançados.

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