Com a Palavra… Dra. Claudia Brazão, coordenadora do setor de exames de Osteoporose do CEPEM

site 1CEPEM disponibiliza software TBS para previsão do risco de fratura óssea
 
Diagnosticar a osteoporose e/ou analisar a saúde dos ossos requer uma atenção cada vez maior dos profissionais de saúde, que tem como objetivo identificar os indivíduos sob o risco de sofrer fraturas.
 
Exames diagnósticos e ferramentas de estimativa de risco de fraturas têm sido utilizados para permitir o diagnóstico e auxiliar na decisão de iniciar um tratamento, bem como para acompanhar os resultados. Entre os mais importantes e disponíveis estão a densitometria óssea (DXA) para medição da densidade mineral óssea (DMO) e para diagnóstico da osteoporose, além da ferramenta de Avaliação de Risco de Fratura (FRAX), que permite estimar a projeção das chances de fraturas com base em dados antropométricos e clínicos, associados à DMO.
 
“A mais recente ferramenta para melhorar essa estimativa de risco é o TBS (trabecularbone score), um software incorporado ao aparelho de densitometria óssea, que possibilita obter informações sobre a condição da microarquitetura óssea a partir de uma imagem de densitometria da coluna lombar, melhorando a estimativa da probabilidade de fraturas mesmo na ausência do diagnóstico de osteoporose”, explica Dra. Claudia Brazão, coordenadora do setor de Densitometria do CEPEM.
 
De acordo com a especialista, é necessário ter em mente que o TBS não pretende substituir as ferramentas existentes, mas complementá-las, auxiliando os médicos nas decisões de tratamento. “Por isso, apesar de derivadas de imagem da coluna lombar obtida pela densitometria, as informações do TBS são independentes e complementares àquelas fornecidas pela DMO e FRAX”, pontua a médica.
 
A possibilidade de obter informações correlacionadas à qualidade óssea com o TBS tem se mostrado de muita utilidade na prática clínica. Os dados obtidos permitem um estudo muito mais minucioso. Por exemplo, um valor de TBS elevado está relacionado com microestrutura esquelética preservada, enquanto um valor baixo a uma microestrutura esquelética mais fraca.
 
Pesquisas na área já comprovaram:
 
O TBS fornece valores mais baixos em mulheres na pós-menopausa e em homens com fraturas por fragilidade prévia do que suas contrapartes não fraturadas;
 
O TBS é complementar aos dados disponíveis pelas medições DXA da coluna lombar;
 
Os resultados do TBS são menores nas mulheres que sofreram uma fratura por fragilidade, mas nas quais a DXA não indica osteoporose ou mesmo osteopenia;
 
O TBS prediz risco de fratura, bem como medidas da DMO da coluna lombar em mulheres na pós-menopausa;
 
O TBS está associado ao risco de fratura em indivíduos com condições relacionadas à redução da massa óssea ou da qualidade óssea.
 
A análise TBS pode ser aplicada para exames de densitometria de pacientes de qualquer idade, mesmo na ausência de osteoporose. Porém, como qualquer exame de avaliação óssea, é recomendado para mulheres pós-menopausa, baseado na solicitação do médico assistente. De acordo com a versão do software, podem haver limitações na sua aplicação para IMC elevados.
 
No Rio de Janeiro, o TBS está disponível no CEPEM! Informe-se sobre esta nova ferramenta e os pacotes oferecidos.

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