Um alerta para o diabetes

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O dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes, uma doença crônica que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta mais de 16 milhões de brasileiros. No mundo, o diabetes afeta cerca de 422 milhões de pessoas.

A doença é caracterizada pela elevação da glicose no sangue, que pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação da insulina. “O corpo precisa da insulina para transformar o açúcar – obtidos por meio da alimentação – em energia. Com o nível de glicose alto (hiperglicemia), os órgãos, vasos sanguíneos e nervos podem sofrer danos”, explica a endocrinologista Christiane Carvão, do Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher (CEPEM).
 
Confira mais informações sobre o diabetes:
 
Causas

“O diabetes tipo 1 é autoimune, ou seja, por algum motivo ainda desconhecido, o sistema de defesa da pessoa destrói o pâncreas – a fábrica de insulina -, pois encara o órgão como um ‘inimigo’”, orienta Christiane. Os fatores de risco para esse tipo de diabetes são o histórico familiar de doenças autoimunes (lúpus, doença de tireoide, artrite reumatoide), algumas infecções virais e o estresse.
“O diabetes tipo 2 ocorre quando a insulina não consegue exercer adequadamente o seu papel no organismo. Esse tipo da doença é o que mais cresce no mundo e está associado, principalmente, a obesidade e ao sedentarismo, mas também tendo como fator importante a genética familiar”, diz a endocrinologista. Outros fatores de risco envolvem a alimentação rica em gordura saturada e açúcar, quadros passados de diabetes gestacional e uso de algumas medicações, como corticoides, antipsicóticos, GH, entre outros.
 
Riscos

“O diabetes descontrolado pode causar uma série de complicações ao organismo. No sistema circulatório, ele pode levar ao infarto, causar falta de sangue nas pernas (doença vascular) e acidente vascular cerebral (AVC). Já no sistema nervoso, pode gerar a destruição de fibras nervosas responsáveis pela sensibilidade, a sensação de dor constante e a dormências nas mãos e pés. Para o sistema urinário, a doença pode acarretar insuficiência renal. Além disso, pode causar a sensação de ‘estômago inchado’, má digestão, diarreia, dificuldade de controlar as evacuações, disfunção erétil e cegueira”, conta a médica.
 
Tratamento

O tratamento consiste, principalmente, na adoção de hábitos de vida saudáveis, com a prática regular de atividades físicas, com uma alimentação baseada em uma dieta pobre em açúcar e carboidratos e com o uso de alguns medicamentos. “Ao contrário do que se pensa, o diabetes tipo 2, quando recém diagnosticado, pode ser curado se a pessoa logo adquirir novos hábitos de vida e fazer uso correto da medicação. O diabético tipo 1, apesar de ter uma condição ‘incurável’, pode e deve levar uma vida normal, apenas tendo um pouco mais de disciplina em manter uma alimentação saudável, monitorando os valores da glicose e aplicando insulina de acordo com sua alimentação”, explica.
 
Prevenção

“A principal forma de prevenção é ter uma vida saudável, moderando o estresse, evitando ganho excessivo peso, praticando atividades físicas e mantendo uma alimentação saudável, rica em verduras, legumes, carnes magras e gorduras insaturadas”, indica Christiane.

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